Comunicado

Na sequência da recente polémica em torno da Associação Raríssimas e do envolvimento de um associado da APECOM (Associação Portuguesa de Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas) na mediação da relação da sua presidente com a jornalista Ana Leal, da TVI, vem a direção da APECOM esclarecer:

  • A APECOM é uma associação de empresas de comunicação, fundada em 1989, como um Código de Ética próprio e, por isso, promove junto dos seus associados um conjunto de boas práticas na relação com os clientes, os concorrentes e os media em geral e a comunicação social em particular;
  • No que respeita à relação com os jornalistas, a APECOM procura que os seus associados assumam os princípios expressos no referido Código, designadamente os deveres de “respeitar a verdade, não propagando, intencional ou irrefletidamente, informações falsas ou incorretas” e de “respeitar os códigos próprios dos profissionais com quem eventualmente trabalhe em conjunto e não participar intencionalmente em qualquer infração aos mesmos”.

Pela análise das imagens veiculadas, importa esclarecer:

  1. A utilização de câmara oculta (ou sem indicação expressa de que estaria ligada, o que se comprova pela posição da mesma sobre a mesa) não representa uma conduta de boa-fé por parte daquele órgão de comunicação social nem de transparência na relação com os visados da reportagem.
  2. De condenar também a clara desvalorização do papel do consultor por parte da jornalista. A profissão de consultor de comunicação é de grande e crescente utilidade. Aliás, convém relembrar que partidos políticos, instituições governamentais e públicas, empresariais, desportivas ou culturais, recorrem a estes serviços no sentido de garantir o seu direito e o seu dever de comunicar;
  3. O pedido de perguntas por parte do consultor não constitui, em nosso entender, qualquer falha ética na relação com o meio.
  4. Não subscrevemos o excesso de linguagem do nosso associado, registado no vídeo, comportamento em que não nos revemos enquanto associação, mas que admitimos ter sido irrefletido e causado pela tensão do momento.

A APECOM espera assim que o assunto em torno da Raríssimas se volte a centrar no que é essencial e não em episódios de bastidores que não valorizam o setor, a profissão de consultor nem sequer os meios de comunicação social.

As relações entre profissionais da comunicação social e os consultores de comunicação devem ser baseadas num sentido profissional, cada vez mais importante, como garante de uma sociedade mais livre, justa, equilibrada e eticamente responsável.

A Direção da APECOM | Lisboa, 14 de dezembro de 2017

 

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